Rastreamento Facebook Ads: parâmetros de URL, fbclid, conversões e atribuição

O rastreamento do Facebook Ads se apoia em três coisas: parâmetros dinâmicos corretos no link, o fbclid preservado e o envio das conversões de volta à Meta. Veja cada elo e os motivos pelos quais os números da conta e do tracker divergem.

Rastreamento e análise11 min de leitura
Rastreamento Facebook Ads: parâmetros de URL, fbclid, conversões e atribuição
Conteúdo
  1. Do que é feito o rastreamento do Facebook Ads
  2. Parâmetros de URL dinâmicos no Facebook
  3. fbclid: o ID de clique do Facebook
  4. Envio de conversões à Meta: Pixel e API de Conversões
  5. Atribuição: por que o Facebook e o tracker contam diferente
  6. Custo: como obter o valor exato
  7. Relatórios: que recortes olhar
  8. Rastreamento do Facebook Ads no ArtisanClo
  9. Configuração passo a passo antes de começar
  10. Erros comuns no rastreamento do Facebook
  11. Resumo

Quando a conta da Meta mostra vinte leads, a rede de afiliados quinze e o tracker doze, dá vontade de achar um número certo. Por incrível que pareça, os números certos são três — cada sistema tem a sua lógica de contagem. A tarefa do rastreamento do Facebook Ads não é conseguir que tudo bata, e sim entender de onde vem a diferença e ver o dinheiro de cada campanha, conjunto e anúncio.

Do que é feito o rastreamento do Facebook Ads

O esquema completo é este:

  1. Parâmetros de URL no anúncio passam ao tracker os IDs da campanha, do conjunto, do anúncio e o posicionamento.
  2. fbclid — o ID do clique que o Facebook acrescenta sozinho. Ele é necessário para depois informar a Meta sobre a conversão.
  3. O tracker registra o clique com todos os parâmetros e envia a pessoa para a oferta com o ID do clique para a rede de afiliados.
  4. O postback da rede traz ao tracker o cadastro, a aprovação ou a rejeição.
  5. O envio de conversões à Meta — pelo pixel na página e/ou pela API de Conversões a partir do servidor.
  6. O custo — lançado à mão, calculado por modelo de preço ou importado da conta.

A seguir, cada elo.

Parâmetros de URL dinâmicos no Facebook

Os parâmetros são definidos no anúncio, no campo «Parâmetros de URL». Ali vai a string de parâmetros sem ponto de interrogação — a Meta a acrescenta ao endereço do site. É mais prático do que escrever os parâmetros direto no endereço: ao duplicar o anúncio, endereço e parâmetros não se misturam.

O Facebook usa chaves duplas para os parâmetros dinâmicos:

Parâmetro O que é inserido
{{campaign.id}} ID da campanha
{{adset.id}} ID do conjunto de anúncios
{{ad.id}} ID do anúncio
{{campaign.name}} Nome da campanha
{{adset.name}} Nome do conjunto
{{ad.name}} Nome do anúncio
{{placement}} Posicionamento
{{site_source_name}} Plataforma: Facebook, Instagram, Messenger, Audience Network

Exemplo de string para o campo «Parâmetros de URL»:

utm_source=facebook&utm_medium=paid&utm_campaign={{campaign.id}}&utm_content={{ad.id}}&sub2={{adset.id}}&sub3={{placement}}&sub4={{site_source_name}}

IDs ou nomes

Passe os IDs, e os nomes só se quiser. O ID não muda quando você renomeia a campanha, e é por ele que o tracker cruza os cliques com o custo da conta. Os nomes são mais fáceis de ler no relatório, mas podem ter espaços, emojis e acentos que quebram links e agrupamentos. A análise completa de parâmetros e macros das diferentes plataformas está no artigo parâmetros UTM e macros das plataformas de anúncios.

Dica. Acrescente no parâmetro a sua própria marca do criativo ou do media buyer, por exemplo sub5=b07. Esse valor não vem da Meta, mas aparece no relatório por recorte — útil quando várias pessoas trabalham na mesma conta.

fbclid: o ID de clique do Facebook

No clique no anúncio, o Facebook acrescenta ao link o parâmetro fbclid — um ID de clique único. Não é preciso colocá-lo. O que é preciso é preservá-lo:

  • não cortar os parâmetros nos redirecionamentos entre domínios;
  • não perdê-los na passagem da landing para a oferta, se o fbclid for necessário depois;
  • gravar o valor no tracker junto com o clique.

Para enviar eventos pelo servidor, a Meta não usa o fbclid em si, e sim o valor fbc montado a partir dele (prefixo, hora do clique e o próprio ID). Se o fbclid se perdeu, o evento é correspondido pior, e o algoritmo tira menos proveito de cada conversão. Detalhes sobre os IDs de clique das plataformas no artigo fbclid, gclid, ttclid, yclid: o que são esses parâmetros.

O navegador interno do Facebook e do Instagram

A maior parte do tráfego mobile abre no navegador interno do aplicativo. Daí as particularidades:

  • os cookies vivem dentro do app e não passam para o navegador comum;
  • se a pessoa voltou ao site depois pelo Safari ou pelo Chrome, o pixel do navegador «não a reconhece»;
  • o referrer costuma se perder nesse navegador, então é arriscado usá-lo para identificar a fonte.

Conclusão: identifique a fonte pelos parâmetros e pelo fbclid, e envie as conversões pelo servidor.

Envio de conversões à Meta: Pixel e API de Conversões

Para o algoritmo do Facebook otimizar a entrega para quem compra, ele precisa de eventos. Dois canais os entregam:

Pixel da Meta API de Conversões
Quem envia O navegador do visitante O seu servidor ou o tracker
Bloqueadores, cookies, navegador interno Afetam Não afetam
Status depois do cadastro (aprovado, rejeitado) Não Sim, se o tracker souber
O que é necessário Código na página ID do pixel (conjunto de dados) e token de acesso

Se você manda tráfego para a oferta de uma rede de afiliados, normalmente não tem acesso à página de «Obrigado» dela, e não há onde pôr o pixel. Aí a API de Conversões é o único canal que funciona: o tracker recebe o postback da rede e ele mesmo envia o evento à Meta.

Se usar os dois canais, o evento precisa de um identificador comum; senão um cadastro conta em dobro. Mais sobre a escolha entre canais no artigo postback ou pixel, e a configuração passo a passo da API de Conversões no texto envio de conversões às plataformas de anúncios.

Que evento enviar

  • Lead — logo no cadastro. Muitos eventos, aprendizado rápido, mas há lixo e duplicados no meio.
  • Purchase ou um evento próprio na aprovação — reflete melhor o dinheiro, mas chega com o atraso do hold.

Muitos media buyers começam com o lead e passam às conversões aprovadas quando há volume suficiente. Sobre os status, veja o artigo lead, hold, aprovado, rejeitado.

Atribuição: por que o Facebook e o tracker contam diferente

As divergências são inevitáveis. Os principais motivos:

Motivo O que acontece
Atribuição por visualização A Meta credita a conversão a quem viu o anúncio, mas não clicou. O tracker não vê essas conversões
Janela de atribuição A Meta atribui a conversão ao anúncio dentro de uma janela após o clique ou a visualização. O tracker liga ao clique específico, sem janela
Data da conversão Os sistemas podem atribuir a conversão à data da impressão, do clique ou da própria conversão
Conversões modeladas Para parte do tráfego com restrições de privacidade, a Meta estima as conversões estatisticamente
Fusos horários O fuso da conta de anúncios e o do tracker podem não coincidir
Duplicados Pixel e servidor sem desduplicação dobram os eventos

A janela de atribuição é definida nas configurações do conjunto de anúncios; por padrão costuma ser de 7 dias após o clique e 1 dia após a visualização, mas as opções e os padrões mudam — confira na interface atual.

Dica. Para decisões sobre lucro, apoie-se no tracker e nos dados da rede de afiliados. Use a conta da Meta para gerenciar a entrega e comparar anúncios entre si — dentro de um mesmo sistema os números são comparáveis.

Custo: como obter o valor exato

Sem custo, o tracker mostra a receita, mas não o lucro. Há três opções:

  1. Manual — você lança o valor do dia por campanha. Preciso, mas exige disciplina.
  2. Por modelo de preço — CPC ou CPM médio. Rápido, mas aproximado: o Facebook cobra por impressões, e o preço do clique oscila.
  3. Importação da conta — o tracker busca o custo sozinho pela API. A opção mais prática, se o tracker cruza as campanhas pelo ID. Para isso, o ID da campanha precisa chegar no clique — mais um motivo para passar {{campaign.id}}.

Como sair daí para o lucro e o ROI está no artigo como calcular lucro e ROI.

Relatórios: que recortes olhar

A marcação existe por causa dos relatórios. Para o Facebook, são úteis os recortes:

  • campanha → conjunto → anúncio — onde está o dinheiro e onde está o desperdício;
  • posicionamento — Stories do Instagram e feed do Facebook costumam converter de forma diferente;
  • plataforma (site_source_name) — Facebook, Instagram, Audience Network;
  • país e dispositivo — principalmente em campanhas multigeo;
  • seus parâmetros — criativo, media buyer, funil.

Comparar anúncios é mais prático por EPC e CR, não só por ROI: em volume pequeno, uma conversão muda o ROI dramaticamente. As métricas estão reunidas no artigo métricas para afiliados.

Rastreamento do Facebook Ads no ArtisanClo

No ArtisanClo, a plataforma é descrita uma vez como fonte de tráfego, a partir do modelo do Facebook Ads. Na fonte definem-se os parâmetros (ID da campanha, do criativo, do clique da plataforma, posicionamento e parâmetros SubID sem limite) e o modelo de preço do clique. No fluxo com tracker, a fonte escolhida distribui esses parâmetros nos parâmetros da campanha, a partir dos quais se monta o link do anúncio.

Depois:

  • As conversões da rede de afiliados chegam por postback em «Recebimento de conversões» — cerca de 300 modelos de redes prontos, com os status traduzidos automaticamente.
  • Envio à Meta — nos planos superiores, as conversões são enviadas diretamente à sua conta de anúncios com as suas chaves: ID do pixel e token.
  • Custo da conta — no plano Business, toda manhã é importado o custo dos últimos 3 dias; a campanha é ligada ao fluxo pelo ID da campanha nos cliques.
  • Se precisar do valor exato, o custo do dia pode ser lançado à mão em «Relatórios» — ele é distribuído pelos cliques daquele dia.
  • Relatórios — «Dinheiro por recorte» (fluxo, fonte, dia, país, oferta, dispositivo, parâmetros sub1–sub10) e o construtor de relatórios com agrupamento por níveis.

Os navegadores internos do Facebook e do Instagram são reconhecidos, e o ID de clique fbclid fica gravado no cartão do clique. Para contar o tráfego sem filtragem, o fluxo tem o modo «Tracker», que funciona com a conexão por arquivo PHP. O envio de conversões à conta só funciona em fluxos com tracker. Mais sobre a plataforma na página do Facebook Ads, e as condições dos planos, na página de preços.

Configuração passo a passo antes de começar

Uma sequência curta que economiza horas de investigação depois do lançamento:

  1. Crie a fonte Facebook no tracker e defina o modelo de preço do clique.
  2. Monte a string de parâmetros com {{campaign.id}}, {{adset.id}}, {{ad.id}}, {{placement}} e os seus parâmetros.
  3. Cole-a em «Parâmetros de URL» de cada anúncio, e não no endereço do site.
  4. Configure o postback no painel da rede de afiliados e confirme que o ID de clique do tracker vai no link da oferta.
  5. Ative o envio à Meta: ID do pixel e token para a API de Conversões. Escolha o evento para o qual a campanha vai otimizar.
  6. Faça um clique de teste no anúncio publicado, pelo celular, dentro do app do Facebook ou do Instagram. No tracker devem aparecer os IDs da campanha, do conjunto, do anúncio e o fbclid.
  7. Envie uma conversão de teste e confira se ela se ligou ao clique no tracker e apareceu nos eventos de teste do Gerenciador de Eventos.
  8. Confira o custo: no dia seguinte, ele deve cair na mesma campanha que os cliques.

Marcação para equipes

Quando vários media buyers trabalham na mesma conta de anúncios, combinem antes o esquema de parâmetros: qual sub identifica o media buyer, qual o criativo, qual o funil. Sem isso, em um mês o relatório terá cinco grafias do mesmo criativo. Sobre a organização dos relatórios, veja o artigo sobre trabalho em equipe no tráfego pago.

Erros comuns no rastreamento do Facebook

  • Parâmetros no endereço em vez de «Parâmetros de URL» — ao duplicar anúncios, os parâmetros de uma campanha vão parar em outra.
  • Espaços e acentos nos nomes, passados pela macro {{campaign.name}}, que quebram o agrupamento.
  • fbclid perdido depois de um redirecionamento — a API de Conversões recebe eventos sem vínculo com o clique.
  • Pixel e servidor sem desduplicação — conversões em dobro na conta e um algoritmo treinado errado.
  • Comparar «conta contra tracker» sem considerar a janela de atribuição — uma caça interminável a um erro que não existe.
  • Sem ID da campanha no clique — a importação de custo não consegue ligar a campanha ao fluxo.

Resumo

O rastreamento do Facebook Ads vai do link ao dinheiro: IDs da campanha, do conjunto e do anúncio em «Parâmetros de URL», fbclid preservado, postback da rede, envio dos eventos à Meta pelo servidor e custo por campanha. Os números da conta e do tracker vão divergir — e tudo bem, se você conhece os motivos. Para decisões sobre lucro, apoie-se no tracker e na rede de afiliados; para otimizar a entrega, na conta de anúncios.

Perguntas frequentes

01

Onde colocar UTMs e macros no Facebook Ads?

Nas configurações do anúncio, no campo «Parâmetros de URL» do bloco de rastreamento. Ali vai a string de parâmetros sem ponto de interrogação, e a Meta a junta ao endereço do site. Assim o link fica limpo e os parâmetros são definidos num único lugar para cada anúncio.

02

Preciso adicionar o fbclid ao link eu mesmo?

Não. O Facebook acrescenta o fbclid ao link automaticamente no clique no anúncio. Sua tarefa é não perdê-lo no caminho: não cortar parâmetros nos redirecionamentos e salvar o valor no tracker.

03

Por que o Facebook mostra mais conversões que o tracker?

Na maioria das vezes, por causa da atribuição por visualização: a Meta pode creditar a conversão a quem viu o anúncio, mas chegou ao site por outro caminho. Outros motivos são as conversões modeladas em parte do tráfego iOS, janelas de atribuição diferentes e fusos horários diferentes nos relatórios.

04

Qual evento enviar ao Facebook: lead ou aprovado?

Depende do volume. O lead chega rápido e com frequência, então o algoritmo aprende mais fácil com ele. A aprovação reflete melhor o dinheiro, mas chega com atraso e com menos frequência. Muitos começam com o lead e, com volume suficiente, passam às conversões aprovadas.

05

Dá para rastrear o Facebook sem pixel?

Para os relatórios do tracker, sim: os cliques são marcados com parâmetros de URL e as conversões chegam por postback da rede. Mas para que o algoritmo da Meta otimize a entrega para conversões, ele precisa de eventos — pelo pixel, pela API de Conversões ou pelos dois canais com desduplicação.

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Veja o seu tráfego na prática

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