Equipe de media buying: funções, acessos e relatórios sem bagunça

Enquanto o media buyer trabalha sozinho, todos os acessos estão na cabeça dele. Quando chegam um segundo buyer, um líder e um analista, é preciso um esquema claro: quem vê o quê, quem edita o quê e como medir o resultado de cada um.

Instalação e configuração10 min de leitura
Equipe de media buying: funções, acessos e relatórios sem bagunça
Conteúdo
  1. Quem é quem numa equipe de media buying
  2. O princípio do acesso mínimo
  3. Funções de acesso no ArtisanClo
  4. Projetos: separação por buyer e por cliente
  5. Como convidar um membro
  6. Como medir o resultado de cada media buyer
  7. Links de convidado: relatório para cliente e parceiro
  8. Processos: combinados que economizam dinheiro
  9. Segurança da equipe
  10. Quando a equipe cresce ou encolhe
  11. Resumo

Media buying solo é quando todas as senhas, campanhas e números ficam com uma pessoa. Funciona até a primeira contratação. Depois surgem perguntas que fazem as equipes perderem tanto dinheiro quanto com bans: quem mudou as configurações do fluxo, por que o buyer tem acesso ao saldo, como saber qual dos dois dá lucro e o que fazer quando alguém sai. Vamos ver como organizar uma equipe de media buying para que essas perguntas nem apareçam.

Quem é quem numa equipe de media buying

A composição depende do tamanho, mas as funções típicas se repetem:

Função O que faz O que precisa ver
Líder / dono Define tarefas, distribui orçamento, decide sobre campanhas Tudo
Media buyer Compra tráfego, lança e otimiza campanhas Os próprios fluxos, cliques e conversões
Técnico Landings, pré-landings, conexão, integrações Fluxos, conexão, White Page
Analista Relatórios, recortes, busca de quedas Estatísticas e relatórios, sem editar
Financeiro Gastos, pagamentos, assinaturas de serviços Finanças e dinheiro por recorte
Farmer / responsável pelas contas Prepara as contas de anúncios Em geral não precisa de acesso ao tracker e ao cloaker

Em equipes pequenas o líder muitas vezes é também o técnico, e o buyer é o próprio analista. Acumular funções é normal; acumular acessos, não. Um buyer que pode apagar o fluxo de outro ou vê o saldo geral é fonte de problema mesmo com confiança total. Mais sobre a profissão no artigo media buying: o que faz um media buyer, e sobre as funções que as equipes procuram ao contratar, no material vagas em arbitragem de tráfego.

O princípio do acesso mínimo

Regra simples: cada um vê o que precisa para trabalhar e edita só aquilo pelo que responde. Isso protege de três coisas:

  • erros — um cloaking desligado sem querer no fluxo de outro custa uma conta;
  • vazamentos — a combinação, a landing e a White Page de uma campanha ativa são segredo comercial;
  • discussões — quando cada um edita só o que é seu, fica claro quem responde pelo quê.

Funções de acesso no ArtisanClo

No painel, tudo isso é configurado na seção Equipe: abas «Membros», «Funções», «Projetos» e «Links de convidado».

Como funciona uma função

Para cada seção do painel, a função define um de três níveis: «Sem acesso», «Visualizar» ou «Editar». Algumas particularidades:

  • Conversões — só visualização, não dá para editá-las.
  • «Editar» no log de cliques permite incluir IPs na lista negra da conta e retirá-los. Um membro que só visualiza o log vê a lista negra, mas não a altera.
  • A seção «Finanças» (pagamento, carteira, planos) fica fechada para os membros até que a função a libere explicitamente.
  • O membro sempre vê o dashboard, o suporte e o treinamento e cuida da própria senha, autenticação de dois fatores e sessões. Ele não pode alterar a própria função.

Funções prontas

Uma função pode ser criada do zero ou a partir de um modelo:

  • Administrador — para o braço direito do líder;
  • Gerente de tráfego — para o media buyer;
  • Analista — para quem monta relatórios;
  • Financeiro — para quem cuida do dinheiro;
  • Observador — para quem só precisa olhar.

O modelo pode ser ajustado: por exemplo, dar ao técnico «Editar» em fluxos e White Page, mas «Sem acesso» em finanças.

Projetos: separação por buyer e por cliente

Projetos são grupos de fluxos. Dá para liberar a um membro só os projetos necessários, e então ele verá apenas os fluxos, cliques e conversões deles. Um membro com acesso só a projetos é obrigado a escolher o projeto ao criar um fluxo — não aparecem campanhas «sem dono».

Como agrupar:

  • por buyer — projeto «Buyer André», projeto «Buyer Olga»;
  • por cliente, se você é agência — cada cliente com seu projeto;
  • por nicho — nutra, iGaming, finanças;
  • por frente — por exemplo, um projeto separado para testar combinações novas.

Na lista de fluxos há o filtro «Todos os projetos», e o dashboard, o log e os relatórios são filtrados por projeto — o líder vê o quadro todo ou qualquer recorte.

Como convidar um membro

  1. Crie pelo menos uma função de acesso — a partir de um modelo ou do zero.
  2. Na aba «Membros», digite o e-mail e escolha a função.
  3. O membro recebe um e-mail com o link (válido por 14 dias) e aceita o convite a partir de uma conta com o mesmo e-mail.

Para convidar, o proprietário precisa de e-mail confirmado e de vaga livre no plano. Não é possível convidar quem já faz parte de outra equipe ou tem a própria. O número de vagas, funções próprias e projetos depende do plano — veja a página de planos. Vaga é pessoa: o proprietário, os membros aceitos e os convites não respondidos.

Como medir o resultado de cada media buyer

Acessos são metade da tarefa. A outra metade é entender quem traz lucro. Para isso, o buyer precisa ser marcado.

Marcação nos parâmetros da campanha

Nos fluxos com tracker, no passo 3, há SubIDs próprios — pares «chave = valor». O número de parâmetros não é limitado pelo plano: marque criativo, público, buyer, combinação. Por exemplo:

sub1 = {campaign_id}
sub2 = {adset_id}
sub3 = andre

Assim, na seção Relatórios, a tabela «Dinheiro por recorte» pelo parâmetro sub3 mostra cliques, conversões, receita, gasto, lucro e ROI de cada buyer. Os parâmetros sub1–sub10 estão direto na tabela, os demais no construtor de relatórios. Sobre parâmetros e macros, veja os artigos parâmetros UTM e macros e click ID e Sub ID.

Marcação por projetos e fontes

Se o buyer trabalha no próprio projeto, o resultado dele aparece filtrando o relatório pelo projeto. Se os buyers dividem plataformas, vale criar fontes de tráfego separadas — a lista de fontes tem uma tabela com cliques, leads, CR, EPC, CPC, receita, gasto, lucro e ROI.

Que métricas olhar

Para comparar buyers, só o lucro não basta: um tem orçamento maior, o outro roda um geo mais caro. Olhe ROI, EPC, CR e taxa de aprovação. A explicação de todos os indicadores está no artigo métricas do marketing de afiliados, e as fórmulas, no material como calcular ROI.

Dica. Combine as regras de marcação antes do lançamento, não depois. Se metade dos buyers coloca o nome no sub3 e a outra metade no sub5, o relatório da equipe vira conferência manual de planilhas.

Uma agência ou equipe que trabalha para um anunciante externo precisa mostrar o resultado sem dar acesso ao painel. Para isso existem os links de convidado — aba «Links de convidado» na seção «Equipe».

  • Alcance: conta inteira, um fluxo ou um projeto.
  • Período: 24 horas, 7 ou 30 dias — dentro da profundidade de histórico do plano.
  • Idioma: qualquer um dos sete; a página abre inteira no idioma escolhido.
  • Validade: 30 dias por padrão, até 365, «0» — sem prazo. O link pode ser revogado, e as visualizações são contadas.
O cliente vê O cliente não vê
Cliques, liberados e cortados, únicos Gasto, lucro, ROI
Leads, receita, CR, EPC Motivos de corte
Dinâmica, ritmo por hora e dia Provedores
Detalhamento por fluxo, GEO, dispositivo, sistema e navegador Configurações dos fluxos

Ou seja, a sua margem e a cozinha técnica ficam dentro da equipe.

Processos: combinados que economizam dinheiro

As permissões definem quem pode fazer o quê. Os processos definem como a equipe trabalha todo dia. Algumas regras que pegam em quase todo lugar:

  • Nomes padronizados de fluxos. Por exemplo, «Plataforma — Nicho — Geo — Buyer»: «FB — Nutra — DE — Andre». A busca na lista de fluxos procura por nome, número, status e nota, então um nome claro poupa tempo de todos.
  • Notas nos fluxos. Na nota escreva o que não aparece nas configurações: «criativos de 12/09», «teste de pré-landing nova», «orçamento aprovado pelo líder». A nota só é vista pela equipe e por você.
  • Presets de filtragem da equipe. Salve um bom conjunto de regras como preset — os buyers vão aplicá-lo nos fluxos novos em vez de montar filtros do zero, cada um do seu jeito. A aplicação é única: editar o preset não muda os fluxos já criados.
  • Quem muda a proteção, avisa. Mudanças de rigor, geo e White Page numa campanha ativa alteram quem chega à oferta e refletem na hora nos números da equipe inteira. Combinem que essas mudanças passam pelo líder e são avaliadas no Diagnóstico antes de salvar.
  • Revisão semanal. Uma vez por semana, olhe o relatório por buyer e o Diagnóstico dos fluxos: quais filtros cortam tráfego, onde cresce a fatia de bots, quais combinações estão queimando.

Exemplo de distribuição de funções

Ilustração para uma equipe de cinco pessoas:

Pessoa Função no painel Projetos
Líder Proprietário da conta Todos
Buyer 1 Gerente de tráfego «Buyer 1»
Buyer 2 Gerente de tráfego «Buyer 2»
Técnico Função própria: fluxos e White Page — «Editar», finanças — «Sem acesso» Todos
Analista Analista Todos, só visualização

Segurança da equipe

Quanto mais gente, maior o custo de um vazamento. O mínimo:

  • Autenticação de dois fatores — cada membro ativa sozinho na seção «Segurança». Depois disso o código é pedido em todo login.
  • Sessões — em «Segurança» aparecem as sessões ativas, que podem ser encerradas. É a primeira coisa a fazer quando alguém sai, junto com a remoção da equipe.
  • Notificações por função — o membro vê no sino e recebe no Telegram só o que diz respeito às seções da função dele. O buyer não recebe faturas, e o financeiro não recebe alertas sobre o funcionamento dos fluxos.
  • Lista negra de IP — comum à conta. Dê «Editar» no log de cliques a quem entende as consequências: um IP na lista negra não vê a oferta em nenhum fluxo.

Quando a equipe cresce ou encolhe

Se você mudou para um plano com menos vagas, nada se perde: primeiro são congelados os convites não respondidos, depois são suspensos os membros mais recentes. A função e os projetos deles ficam guardados; em «Equipe» eles aparecem com status «Suspenso» e os botões Trazer de volta e Trocar. Quando abre uma vaga ou o plano sobe, os membros voltam sozinhos.

Resumo

Uma equipe de media buying se apoia em três coisas: funções com acesso mínimo, projetos para separar buyers e clientes e uma marcação única de parâmetros para medir o resultado de forma justa. Finanças fechadas por padrão, link de convidado sem gasto e margem para o cliente, autenticação de dois fatores para todos. Os demais recursos do painel que as equipes usam estão na página de recursos, e se a equipe está começando, vale revisar o básico no artigo arbitragem de tráfego para iniciantes.

Perguntas frequentes

01

Quem forma uma equipe de media buying?

Normalmente um líder, alguns media buyers, um técnico que monta landing pages e campanhas, às vezes um farmer ou responsável pelas contas, um analista e alguém das finanças. Em equipes pequenas as funções se acumulam, mas os acessos devem continuar separados.

02

Como dar ao media buyer acesso só às campanhas dele?

Agrupe os fluxos do buyer num projeto e libere ao membro o acesso só a esse projeto. Assim ele verá apenas os fluxos, cliques e conversões do projeto, e ao criar um fluxo novo terá de escolher o projeto.

03

Dá para esconder pagamentos e saldo dos funcionários?

Sim. A seção Finanças — pagamento, carteira, planos — fica fechada para os membros até que a função a libere. O buyer pode trabalhar com os fluxos sem ver saldo nem faturas.

04

Como mostrar um relatório ao cliente sem dar acesso ao painel?

Crie um link de convidado na aba Links de convidado da seção Equipe. Dá para escolher o alcance — conta inteira, fluxo ou projeto —, o período e o idioma. O cliente vê cliques, leads, receita e dinâmica, mas não vê gasto, lucro, ROI e configurações.

05

O que acontece com um membro se eu reduzir o plano?

Se houver menos vagas que pessoas na equipe, primeiro são congelados os convites não respondidos, depois são suspensos os membros mais recentes. A função e os projetos deles ficam guardados e, quando abre uma vaga, eles voltam sozinhos.

Leia também

12 min de leitura

Cloaker não funciona: verificação e diagnóstico por sintoma

Quando o cloaker não funciona, quase nunca é defeito do filtro: o código está no lugar errado, o cache entrega uma página antiga, a hospedagem esconde os endereços dos visitantes. Reunimos a verificação por sintoma — de «todo mundo vê a oferta» a «tem clique, mas não tem lead».

11 min de leitura

Cloaker para WordPress: como ativar a filtragem pelo plugin

O WordPress é o CMS mais usado para white pages, pré-landings e landings de conteúdo. O cloaker para WordPress é instalado como plugin pelo painel, sem editar arquivos do tema, mas essa plataforma tem suas armadilhas — a principal delas é o cache.

Veja o seu tráfego na prática

Conecte o ArtisanClo ao seu site, veja quem realmente chega pelos anúncios e por que cada clique recebeu a sua decisão.