O que é TDS no marketing de afiliados e como ele distribui o tráfego

Um TDS é um distribuidor de tráfego: um único link de anúncio atrás do qual cada visitante, segundo regras definidas, cai na oferta ou na landing certa para ele.

Rastreamento e análise11 min de leitura
O que é TDS no marketing de afiliados e como ele distribui o tráfego
Conteúdo
  1. O que é TDS: traffic distribution system em palavras simples
  2. TDS no marketing de afiliados: para que o media buyer precisa dele
  3. Regras de distribuição de tráfego no TDS
  4. Como o TDS escolhe o destino: ordem, pesos, prioridade
  5. Exemplo de esquema de TDS para uma campanha
  6. TDS, tracker e cloaker: qual a diferença
  7. Como configurar um TDS: passo a passo
  8. Como funciona o TDS no ArtisanClo
  9. Erros na configuração de um TDS
  10. Resumo

Um TDS (traffic distribution system, sistema de distribuição de tráfego) é o serviço que recebe todo o tráfego da campanha num único link e, por um conjunto de regras, decide para onde enviar cada visitante: qual oferta, landing ou pré-landing. As regras são montadas por geo, dispositivo, sistema operacional, idioma, horário, parâmetros do link e tags da campanha.

Em resumo, o que é TDS: um despachante. A plataforma de anúncios vê um link, e por trás dele o tráfego se espalha por uma dezena de destinos. A seguir: por que o afiliado precisa disso, que regras existem, como o TDS difere do tracker e do cloaker e como a distribuição funciona no ArtisanClo.

O que é TDS: traffic distribution system em palavras simples

Imagine um centro de triagem dos Correios. Todas as encomendas entram por uma janela, e depois, pelo endereço, peso e tipo, cada uma segue para a sua esteira. O TDS faz o mesmo com os cliques.

Sem TDS, cada combinação «geo + dispositivo + oferta» precisa de um link próprio e, muitas vezes, de uma campanha separada na plataforma. Com TDS o link é um só, e a lógica de distribuição pode ser mudada na hora, sem mexer no anúncio nem mandá-lo para nova revisão.

Historicamente, os TDS surgiram como scripts distribuidores independentes. Hoje a distribuição quase sempre vem embutida no tracker: distribuir tráfego sem ver o dinheiro de cada destino não faz sentido.

TDS no marketing de afiliados: para que o media buyer precisa dele

A forma mais simples de explicar para que serve um TDS é pelas tarefas:

  • Uma fonte, vários geos. A campanha cobre vários países, e a rede de afiliados tem uma oferta por país, com payouts diferentes.
  • Dispositivos diferentes. O tráfego Android converte melhor numa oferta, o iOS em outra, o desktop numa terceira.
  • Split test. Metade do tráfego para a oferta A, metade para a B, para descobrir qual rende mais.
  • Cauda do tráfego. Visitantes de geos secundários, sem oferta principal, vão para uma oferta reserva ou para o smartlink da rede, em vez de se perderem.
  • Segmentação por parâmetros. Tráfego de placements, criativos ou públicos diferentes vai para landings diferentes, conforme o valor do parâmetro sub.

Regras de distribuição de tráfego no TDS

Toda regra de TDS se lê como «se [característica] [condição] [valores], então enviar para [destino]». As principais características:

Característica Exemplo de condição Quando é útil
País, região, cidade País é DE, AT Ofertas diferentes para geos diferentes
Dispositivo Dispositivo é smartphone Landings mobile e desktop
SO e navegador SO é iOS Ofertas de app, particularidades da plataforma
Idioma Idioma é de Geos multilíngues
Provedor, rede Provedor contém Vodafone Assinaturas mobile e ofertas de operadora
Referrer Referrer contém facebook.com Separar fontes no mesmo link
Parâmetro do link utm_source é native Segmentação pelos parâmetros da plataforma
Tag da campanha (sub) sub3 é creo_12 Landings diferentes para criativos diferentes
Horário Dias úteis das 9h às 18h Ofertas com call center

As características vêm da própria visita e do link, por isso o TDS é especialmente forte junto com uma marcação cuidadosa. Como marcar os links está no artigo parâmetros UTM e macros.

Como o TDS escolhe o destino: ordem, pesos, prioridade

Quando há várias regras, importa como o TDS as aplica. A mecânica costuma ser esta:

  1. As regras são verificadas em ordem. De cima para baixo, e decide a primeira que se encaixa. Por isso as regras estreitas ficam acima das amplas: primeiro «DE + iOS», depois só «DE».
  2. Dentro da regra funcionam os pesos. Se o ramo tem duas ofertas com pesos 70 e 30, cada clique vai aleatoriamente para uma delas com essa probabilidade. Em volumes grandes as parcelas convergem para o configurado.
  3. Prioridade em vez de pesos. Todo o tráfego vai para a primeira oferta ativa, as demais ficam de reserva e recebem tráfego se você desligar a primeira.
  4. Destino padrão. Todos que não se encaixaram em nenhuma regra.
  5. Fixação do visitante. Quem volta vê a mesma oferta e a mesma landing da primeira vez, e não uma nova aleatória.

Sobre pesos e split honesto, veja o artigo split test de ofertas e landings; sobre rotação de vários links, o artigo rotador de links.

Exemplo de esquema de TDS para uma campanha

Suponha que você manda tráfego para uma oferta de nutra em três países. É uma ilustração, não uma recomendação de números:

Ramo 1: País = DE, Dispositivo = smartphone  → oferta A (landing mobile)
Ramo 2: País = DE                            → oferta A (landing desktop)
Ramo 3: País = AT, CH                        → oferta B 50% / oferta C 50%
Sem ramo (todos os demais)                   → smartlink da rede de afiliados

Uma semana depois, o relatório por ramos mostra que na Áustria e na Suíça a oferta C rende bem mais por clique. Você muda os pesos para 20/80 — sem tocar no anúncio na plataforma. Esse é o principal valor do TDS: a decisão vem dos dados, não de reiniciar a campanha.

TDS, tracker e cloaker: qual a diferença

Os três conceitos se confundem porque, nos produtos atuais, eles convivem.

TDS Tracker Cloaker
Pergunta principal Para onde mandar o visitante Quanto ele rendeu Quem pode ver a oferta
Trabalha com Regras e pesos Cliques, conversões, custo Características da visita e pontuação de confiança
Resultado Destino escolhido ROI, EPC, CR por recorte Oferta ou White Page, e o motivo
Sem os outros dois Distribuição às cegas Conta bots como pessoas Não sabe se o tráfego se paga

A ordem certa é: primeiro o filtro barra os bots, depois o TDS distribui as pessoas reais, e o tracker conta o dinheiro de cada destino. Se a distribuição vier antes da filtragem, os bots caem nos ramos e estragam a comparação. Mais sobre essa combinação nos artigos tracker para afiliados e cloaker e tracker: qual a diferença.

Como configurar um TDS: passo a passo

A ordem é a mesma para qualquer sistema de distribuição de tráfego:

  1. Marque o link. Antes de montar regras, garanta que a plataforma envia os dados necessários: ID do clique, campanha, placement, criativo. Uma regra por parâmetro não funciona se o parâmetro não estiver no link.
  2. Ative a filtragem antes da distribuição. Nos ramos devem entrar pessoas, não scanners e autoclickers; senão você vai otimizar pesos para bots. Como cortar o lixo está no artigo como filtrar bots.
  3. Preencha o destino padrão. Primeiro decida para onde vão todos que não se encaixarem em nenhuma regra — só depois escreva as regras.
  4. Adicione uma ou duas regras que certamente mudam o resultado. Normalmente geo e tipo de dispositivo. O resto fica para depois, quando houver dados.
  5. Ordene as regras da mais estreita para a mais ampla. «DE + iOS» acima de «DE».
  6. Passe o ID do clique para cada oferta. Sem ele o postback não encontra o clique, e a receita por ramo fica zerada.
  7. Espere o volume e olhe o relatório por ramos. Decida os pesos com centenas de cliques e dezenas de conversões em cada ramo, não com os primeiros vinte.

Dica. Mude uma coisa por vez: ou os pesos, ou as condições do ramo. Se mudar tudo junto, em uma semana não dá para saber o que funcionou.

Como verificar se a distribuição funciona

Abra o link com parâmetros diferentes e de dispositivos diferentes, depois encontre suas visitas no log de cliques: em cada uma deve aparecer para qual oferta e por qual ramo ela foi. Se todas as visitas caíram no destino padrão, os culpados costumam ser a ordem das regras ou um erro de digitação no valor da condição — por exemplo, o código do país em vez do nome, ou um espaço sobrando no valor do parâmetro.

Como funciona o TDS no ArtisanClo

No ArtisanClo, a distribuição é embutida no fluxo — uma campanha configurada. O fluxo tem um único link, e a oferta é escolhida para cada visita depois de todas as verificações do filtro, então só os visitantes aprovados entram nos ramos.

Ramos

Os ramos estão disponíveis a partir do plano Professional, nos modos de fluxo com tracker («Tracker» e «Cloaking + Tracker»), quando há duas ofertas ou mais.

  • A condição se lê como «Se [campo] [operador] [valores]». Campos: país, dispositivo, SO, navegador, provedor, ASN, cidade, região, idioma, referrer, parâmetro do link, marcador (sub).
  • Operadores: «é um de», «não é nenhum de», «contém», «está definido», «não está definido». Valores separados por vírgula.
  • Várias condições no mesmo ramo precisam ser cumpridas todas ao mesmo tempo.
  • Ordem: os ramos são verificados de cima para baixo, e decide o primeiro que se encaixa. Visitantes que não se encaixam em nenhum vão para as ofertas sem ramo.
  • Limites: até 30 ramos e até 15 condições por ramo.

Pesos e prioridade

  • Rotação por peso — cada clique vai para uma oferta aleatoriamente com a probabilidade definida; a soma dos pesos é exatamente 100%, e o botão de pesos automáticos divide igualmente dentro de cada conjunto.
  • Prioridade — todo o tráfego vai para a primeira oferta ativa, as demais ficam de reserva.
  • Fixação do visitante — de 0 a 720 horas: quem volta recebe a mesma pré-landing e a mesma oferta.

Pré-landings e horário

Antes da oferta você pode colocar uma pré-landing — quiz, artigo, review — e distribuir o tráfego entre várias pré-landings por peso. O horário funciona como agenda da campanha: fora das horas definidas, os visitantes veem a White Page. Não existe uma regra «de dia para uma oferta, de noite para outra» — para isso se criam dois fluxos.

Relatórios por ramo

O relatório «Dinheiro por recorte» tem recortes por ramo, pré-landing, oferta, país, dispositivo e parâmetros sub1–sub10: cliques, conversões, CR, receita, custo, lucro e ROI. Assim fica claro qual regra do TDS dá dinheiro e qual só fragmenta o tráfego. Mais sobre métricas no artigo métricas para afiliados.

Todos os recursos estão na página de funcionalidades do ArtisanClo.

Erros na configuração de um TDS

  • Regra ampla acima da estreita. «País = DE» fica acima de «DE + iOS» — e o segundo ramo nunca dispara.
  • Destino padrão vazio. O tráfego de geos não previstos foi pago, mas não vai para lugar nenhum.
  • Ramos demais para pouco volume. Uma dezena de cliques em cada um, e as conclusões são aleatórias.
  • Distribuição antes da filtragem. Os bots entram nos ramos e tornam a comparação sem sentido.
  • Peso zero em vez de desligar. Para uma oferta parar de receber tráfego temporariamente, desligue-a em vez de pôr peso 0 — senão é fácil se perder na soma dos pesos.
  • Sem fixação do visitante. A pessoa voltou e viu outra oferta — ela se confunde, e você fica com estatísticas borradas das duas variantes.
  • Sem ID do clique no link da oferta. O TDS distribuiu o tráfego, mas o postback não encontra o clique, e a receita por ramo não é contada. Como configurar está no artigo postback para afiliados.

Resumo

  • TDS é um distribuidor de tráfego: um link e, por trás dele, regras por geo, dispositivo, SO, idioma, parâmetros e horário.
  • As regras são verificadas de cima para baixo, dentro de cada regra funcionam pesos ou prioridade, e todos os demais vão para o destino padrão.
  • O TDS decide «para onde», o tracker, «quanto rendeu», o cloaker, «quem entra»; eles devem trabalhar juntos, com o filtro em primeiro lugar.
  • No ArtisanClo, a distribuição são ramos, pesos, prioridade e fixação do visitante dentro do fluxo, e o relatório por ramo mostra qual regra dá dinheiro.

Perguntas frequentes

01

TDS e tracker são a mesma coisa?

Não, mas hoje eles quase sempre vivem no mesmo produto. O TDS responde «para onde mandar este visitante», e o tracker, «quanto este visitante rendeu». TDS isolados, sem controle de dinheiro, praticamente sumiram: distribuir tráfego às cegas, sem ver o lucro de cada ramo, não faz sentido.

02

Preciso de TDS se tenho só uma oferta?

Quase nunca. O TDS mostra seu valor quando há várias ofertas ou landings: geos diferentes, dispositivos diferentes, split test, oferta reserva para a cauda. Com uma oferta basta o filtro e o tracker, e a distribuição será necessária quando você começar a testar alternativas.

03

Dá para distribuir tráfego por horário no TDS?

Muitos TDS fazem isso. No ArtisanClo, o horário funciona como agenda da campanha: fora das horas definidas o fluxo entrega a White Page, e não há um ramo «por horário» para outra oferta. Se você precisa de ofertas diferentes de dia e de noite, normalmente cria dois fluxos com agendas diferentes.

04

Quantas regras de distribuição vale a pena criar?

Quantas você conseguir analisar. Cada ramo fragmenta o tráfego, e em volumes pequenos cada ramo fica com cliques de menos para tirar conclusões. Comece com uma ou duas condições que certamente mudam o resultado, como geo e tipo de dispositivo, e acrescente novas quando as estatísticas confirmarem.

05

O que o TDS faz com o visitante que não se encaixa em nenhuma regra?

Manda para o destino padrão. Vale preenchê-lo sempre: para lá vão todos os geos, dispositivos e parâmetros não previstos, e sem ele parte do tráfego pago simplesmente se perde. No ArtisanClo esses visitantes vão para as ofertas sem ramo.

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