Tracker em nuvem ou self-hosted: como escolher um tracker para afiliados

O tracker em nuvem roda na infraestrutura de outra empresa e está pronto na hora; o self-hosted você instala na sua VPS e mantém sozinho. Veja o que você realmente ganha e quanto paga em cada caso.

Rastreamento e análise12 min de leitura
Tracker em nuvem ou self-hosted: como escolher um tracker para afiliados
Conteúdo
  1. Tracker em nuvem x self-hosted: qual a diferença
  2. Comparação pelos critérios principais
  3. O custo oculto do tracker self-hosted
  4. Quando o tracker em nuvem compensa
  5. Quando o tracker self-hosted faz sentido
  6. Velocidade do redirect e onde fica o tracker
  7. Dados e acesso: quem enxerga
  8. Como funciona no ArtisanClo
  9. Domínio, SSL e o link do anúncio
  10. Como migrar de um tracker para outro sem perdas
  11. Checklist: como escolher entre tracker em nuvem e self-hosted
  12. Resumo

Escolher um tracker parece uma questão técnica, mas na verdade é decidir em que você vai gastar tempo daqui a três meses: nas campanhas ou no servidor. A seguir, sem marketing, como um tracker em nuvem se diferencia de um tracker self-hosted, quais custos ocultos cada um tem e como saber qual combina com você. Os critérios gerais de escolha, que valem para qualquer modelo, estão no artigo melhor tracker para afiliados: como escolher e testar.

Tracker em nuvem x self-hosted: qual a diferença

Tracker é o sistema que registra cada clique no anúncio, liga esse clique à conversão e calcula gasto, receita e lucro. Se o tema é novo para você, comece pelo artigo tracker para afiliados: o que é e para que serve.

Pelo lugar onde o tracker roda, existem dois tipos:

  • Tracker em nuvem (cloud, SaaS) — um serviço que funciona na infraestrutura do desenvolvedor. Você se cadastra, recebe um painel e já configura as campanhas. Servidores, bancos de dados, atualizações e escalabilidade são problema do serviço.
  • Tracker self-hosted (no próprio servidor) — um programa que você instala no seu servidor, geralmente uma VPS alugada. Você compra a licença, instala, conecta domínio e SSL e daí em diante cuida sozinho da carga, das atualizações e dos backups do banco.

Em funções, bons trackers dos dois tipos fazem o mesmo: parâmetros, postbacks, gasto, relatórios por recorte. A diferença está em quem responde por tudo o que fica em volta.

Comparação pelos critérios principais

Critério Tracker em nuvem Tracker self-hosted
Início Minutos: cadastro e configuração Horas ou dias: servidor, instalação, domínio, SSL
Manutenção Por conta do serviço Por sua conta: atualizações, monitoramento, espaço em disco
Escalabilidade O serviço cresce sozinho Você compra recursos e migra o banco
Backups O serviço faz Você configura e testa
Controle dos dados Dados na infraestrutura do serviço Dados no seu servidor
Personalização Dentro do que o serviço oferece Mais profunda: scripts próprios, acesso ao banco
Atualizações Chegam sozinhas Instaladas à mão, às vezes com risco de quebrar algo
Custos Assinatura Licença + servidor + tempo de admin

Nenhuma coluna é a «certa». A tabela só mostra onde fica a responsabilidade.

O custo oculto do tracker self-hosted

Media buyers costumam escolher self-hosted pela sensação de controle e economia: licença mais uma VPS barata parecem custar menos que uma assinatura. Mas nessa conta raramente entra o tempo.

O que você terá de fazer sozinho:

  1. Vigiar o espaço em disco. A base de cliques cresce todo dia. Um servidor que rodou tranquilo por um mês um dia começa a travar, e com o disco cheio os cliques simplesmente param de ser gravados.
  2. Atualizar o tracker e o sistema. As atualizações fecham vulnerabilidades e trazem novos templates de plataformas. Pulou uma — trabalha com macros velhos; instalou mal — passa a madrugada consertando.
  3. Fazer backups e testá-los. Um backup do qual você nunca restaurou nada é esperança, não backup.
  4. Monitorar a disponibilidade. Se o servidor cai às 3 da manhã, o anúncio continua rodando e os cliques vão para lugar nenhum. Sem alertas, você descobre de manhã, pela fatura da plataforma de anúncios.
  5. Renovar SSL e domínio. Certificado vencido quebra o redirect tão bem quanto servidor fora do ar.

Se a equipe tem um admin, tudo isso é rotina. Se o media buyer trabalha sozinho, cada tarefa dessas tira tempo de testes e criativos.

Dica. Calcule não só o preço do servidor, mas também as horas de manutenção por mês. Multiplique pelo valor da sua hora — muitas vezes é essa linha que decide.

Quando o tracker em nuvem compensa

A nuvem costuma ser melhor se:

  • você trabalha sozinho ou numa equipe pequena sem um técnico dedicado;
  • precisa começar rápido — hoje a campanha, amanhã o teste;
  • o tráfego vem em ondas: hoje mil cliques, amanhã cem mil, e você não quer manter um servidor superdimensionado;
  • a equipe precisa trabalhar num só painel com funções e permissões (veja o artigo sobre trabalho em equipe no media buying);
  • você quer receber novos templates de plataformas e redes sem atualizar nada à mão.

Uma vantagem à parte da nuvem são as integrações prontas. Templates de redes de afiliados, envio de conversões às plataformas de anúncios, importação de gasto — tudo isso é mantido pela equipe do serviço, não por você.

Quando o tracker self-hosted faz sentido

Ter o próprio servidor vale a pena se:

  • sua equipe é grande e há um admin para quem manter o tracker é parte do trabalho;
  • você precisa de acesso direto ao banco: exportações próprias, integração com um sistema de BI interno, cálculos fora do padrão;
  • você usa o mesmo tracker há anos, tem centenas de campanhas configuradas e migrar sairia mais caro que manter;
  • as exigências de armazenamento de dados, suas ou do cliente, são mais rígidas do que um serviço terceiro consegue garantir.

Se você já usa um tracker self-hosted e está satisfeito, trocar por modismo não faz sentido. É mais lógico completá-lo com o que falta, por exemplo, a filtragem de bots. Falamos disso abaixo.

Velocidade do redirect e onde fica o tracker

Um argumento comum na discussão é a velocidade: «meu servidor está mais perto do público, então o redirect é mais rápido». Isso é só parcialmente verdade.

A velocidade que o visitante sente é a soma de vários trechos:

  • do dispositivo até o ponto onde se toma a decisão (o tracker ou o código na landing page);
  • o tempo de processamento do clique;
  • do tracker até a landing page ou a oferta.

Se o tracker está num país e o público em outro, haverá atraso em qualquer modelo. E um redirect a mais muitas vezes pesa mais que a distância: cada salto entre domínios é mais uma conexão, mais uma verificação de certificado e mais uma chance de quem está no 4G fechar a aba.

Por isso é mais útil perguntar não «nuvem ou servidor», e sim «por quantos saltos o visitante passa até a landing page». Um esquema em que a decisão é tomada direto na sua landing page (código na página ou arquivo no seu servidor) costuma ser mais curto que a cadeia «link do anúncio → tracker → landing page».

Dados e acesso: quem enxerga

No tracker self-hosted os dados ficam no seu servidor. É uma vantagem, com ressalvas: o servidor também tem um provedor de hospedagem, e a proteção é responsabilidade sua. Senha fraca no painel, porta do banco aberta, conta esquecida de um media buyer que saiu da equipe — e o controle vira ilusão.

No tracker em nuvem os dados ficam com o serviço. Por isso veja como ele protege o acesso:

  • se há autenticação de dois fatores no login;
  • se dá para separar o acesso dos membros da equipe por seção e projeto;
  • como são guardadas as chaves e tokens das contas de anúncios — em texto aberto ou criptografados;
  • se dá para exportar os seus dados.

Para o media buyer, o mais importante não é o modelo, e sim quais pessoas veem os números: cliente, líder, media buyer. Para clientes externos são práticos os links de convidado para relatórios, que mostram cliques e receita, mas não gastos nem configurações.

Como funciona no ArtisanClo

O ArtisanClo é um serviço em nuvem: painel, relatórios e o motor de decisões rodam do nosso lado. Mas o seu site continua com você. No anúncio vai o endereço da sua landing page, e a ligação com o ArtisanClo é feita por uma de duas conexões:

  • Tag JS — uma linha de código como primeira linha no <head> da página;
  • Arquivo PHP — um arquivo no seu servidor que recebe a visita antes de a página ser exibida (para WordPress há um plugin que instala o mesmo método PHP).

Os dois métodos estão explicados no artigo como conectar o cloaker ao site: tag JS ou arquivo PHP.

O fluxo tem três modos: «Cloaking» (filtragem sem contabilidade de dinheiro), «Tracker» (todos vão para a oferta, contam-se cliques, conversões, gasto e lucro, e os bots só são marcados nos relatórios) e «Cloaking + Tracker». O modo «Tracker» sem filtragem funciona com a conexão por arquivo PHP, filtro do Keitaro ou gateway do Binom.

Se você já tem um tracker no próprio servidor

Não é obrigatório migrar. O ArtisanClo se encaixa num tracker que já está funcionando:

  • no Keitaro — como filtro do fluxo: o Keitaro pergunta ao ArtisanClo se deve deixar a visita ir para a oferta, e para onde levar quem decide são os seus fluxos;
  • no Binom — como gateway na landing page: o arquivo é incluído na primeira linha da landing e decide antes de ela ser exibida.

O dinheiro pode continuar sendo contado no seu tracker. No passo «Tracker» do fluxo você escolhe um tracker externo — da lista ou a opção de outro tracker — e as estatísticas do cloaker passam a mostrar CR e receita. Mais nos artigos Keitaro + cloaker e Binom + cloaker, e a lista de integrações prontas está na página de integrações com trackers.

Uma questão à parte que surge na escolha do modelo é qual domínio a plataforma de anúncios e o visitante veem.

Se o anúncio leva direto ao link de tracking, o domínio do tracker vai parar no anúncio. No self-hosted esse é o seu domínio no seu servidor: você compra, liga o certificado SSL e cuida da renovação. No tracker em nuvem normalmente dá para conectar um domínio próprio ou usar o domínio do serviço — nesse caso vale verificar se você não o divide com centenas de outros clientes.

Se o código do tracker fica na sua landing page, no anúncio aparece só o endereço do seu site, e o domínio de tracking nem entra no anúncio. Esse esquema resolve várias questões de uma vez: não é preciso comprar e aquecer um domínio de tracker à parte, não há redirect extra, e os parâmetros da plataforma chegam direto à página.

Dica. Seja qual for o modelo, mantenha um calendário de renovações: domínios, certificados, licença do tracker. Domínio expirado numa campanha ativa é uma das formas mais frustrantes de perder um dia de tráfego.

Como migrar de um tracker para outro sem perdas

Se decidiu trocar de modelo, não mude tudo numa noite. É mais seguro seguir assim:

  1. Transfira os cadastros. Fontes de tráfego, redes de afiliados, ofertas, esquema de parâmetros. É mais rápido do que parece se o tracker novo tiver templates prontos.
  2. Lance uma campanha de teste no tracker novo em paralelo com o antigo. Percorra o caminho do clique à mão e envie uma conversão de teste.
  3. Compare os números por alguns dias: cliques, conversões, receita. Diferença de poucos por cento é normal; diferença de várias vezes — procure o erro nos parâmetros ou no postback.
  4. Passe as campanhas novas e deixe as antigas terminarem no tracker anterior. Nessa fase os postbacks das redes devem ir para os dois sistemas ou estar separados por oferta.
  5. Desligue o tracker antigo só quando pararem de chegar por ele as conversões com hold longo.

Cliques históricos quase nunca migram sem perdas, então guarde exportações dos relatórios antigos. Para conferir o período de transição basta uma tabela por dia e campanha.

Checklist: como escolher entre tracker em nuvem e self-hosted

Responda com sinceridade:

  1. Há alguém para manter o servidor? Não — nuvem.
  2. Precisa de acesso direto ao banco para cálculos próprios? Sim — self-hosted ou nuvem com API e exportações.
  3. Quão irregular é o tráfego? Picos fortes são mais fáceis de absorver na nuvem.
  4. Quantas campanhas já vivem no tracker atual? Centenas — migrar é caro, melhor completar o atual.
  5. Quem mais vê os relatórios? Equipe e clientes — confira funções, permissões e links de convidado.
  6. Que plataformas e redes você usa? Confira se há templates prontos, senão cada integração terá de ser montada à mão.
  7. Precisa filtrar bots? Se sim, decida se isso fica dentro do tracker, num serviço separado ou tudo num painel só.

Seja qual for a escolha, verifique primeiro o mais importante: o caminho completo do ID de clique. Isso está em detalhes no artigo Click ID e Sub ID: como ligar o clique à conversão.

Resumo

O tracker em nuvem compra tempo para você: começo em minutos, sem servidores, atualizações e emergências de madrugada. O tracker self-hosted dá controle profundo e acesso ao banco, mas exige alguém cuidando dele. Se você já tem um tracker que funciona, é mais sensato não trocá-lo e sim acrescentar o que falta, como a filtragem de bots, embutida como filtro ou gateway. O que entra nos planos do ArtisanClo você vê na página de planos.

Perguntas frequentes

01

O que é mais confiável: tracker em nuvem ou no próprio servidor?

A confiabilidade não depende do modelo, e sim de quem cuida da infraestrutura e como. No serviço em nuvem a disponibilidade é responsabilidade da equipe dele; no tracker self-hosted, sua ou do seu admin. Se ninguém na equipe acompanha servidor, atualizações e backups, na prática a nuvem costuma ser mais confiável.

02

Dá para migrar os dados de um tracker para outro?

Cliques históricos raramente migram, e quando migram é mal: cada tracker tem seu próprio modelo de dados. Na prática a mudança é gradual: campanhas novas começam no tracker novo, as antigas terminam no anterior, e os relatórios do período de transição são consolidados à mão por dia e campanha.

03

Preciso de domínio próprio para um tracker em nuvem?

Depende de como o tracker entra no caminho do clique. Se o anúncio aponta para um link de tracking, o domínio do tracker aparece no anúncio e é melhor que seja seu. Se o código ou o arquivo fica na sua landing page, no anúncio aparece só o endereço do seu site.

04

Quantos servidores um tracker self-hosted precisa?

Para começar, uma VPS costuma bastar. Mas com o crescimento do tráfego a base de cliques aumenta rápido, o servidor precisa ser ampliado e os backups devem ficar em outro lugar. Os requisitos exatos estão na documentação de cada tracker.

05

Dá para combinar um serviço em nuvem com um tracker self-hosted?

Sim, é um esquema comum: o dinheiro é contado no tracker já configurado no seu servidor, e a filtragem de bots fica com um serviço em nuvem embutido nele como filtro ou gateway. O importante é que o ID do clique passe pelos dois sistemas e volte no postback.

Leia também

Veja o seu tráfego na prática

Conecte o ArtisanClo ao seu site, veja quem realmente chega pelos anúncios e por que cada clique recebeu a sua decisão.