O cloaker funciona como um posto de controle entre o anúncio e o seu site. O princípio do cloaking é este: a cada acesso pelo link do anúncio, ele coleta os sinais da visita, passa esses sinais por verificações de rede, navegador, comportamento e listas de endereços, soma os sinais suspeitos numa pontuação de confiança e decide quem vê a oferta e quem vê uma White Page neutra. Cada decisão ganha um motivo claro e vai para os relatórios.
Tudo isso leva frações de segundo, e o visitante não percebe nada. A seguir, como funciona o cloaking passo a passo, no nível dos conceitos, sem configurações para enganar verificação e sem limites secretos. Se o termo ainda é novo para você, comece pelo artigo o que é cloaker e cloaking.
Como funciona o cloaker: o esquema de um clique
O caminho da visita pelo filtro é parecido em quase todos os serviços:
- Clique no anúncio. A plataforma manda a pessoa pelo seu link de anúncio e normalmente acrescenta os seus parâmetros: fbclid, gclid, ttclid, parâmetros UTM.
- Encontro com o filtro. Na sua página ou no seu servidor há um código do cloaker que intercepta a visita antes de mostrar o conteúdo.
- Coleta de sinais. Endereço, rede, provedor, cabeçalhos da requisição, identificadores de clique e, na verificação pelo navegador, as propriedades do próprio navegador e o comportamento.
- Verificações. Regras rígidas, que barram a visita na hora, e sinais flexíveis, que só reduzem a confiança.
- Scoring. Os sinais suspeitos somam numa avaliação final.
- Decisão e motivo. Oferta (qual delas, decidem os ramos e os pesos) ou White Page, mais o código do motivo.
- Registro. O clique recebe um número, entra no log e nas estatísticas e, se depois chegar um lead, é ligado a ele.
A seguir, cada passo em detalhe.
Passo 1. Conexão: onde o cloaker encontra o visitante
Para o filtro decidir alguma coisa, ele precisa estar no caminho da visita. As opções são poucas, e cada uma tem as suas particularidades:
- Tag JS na página. Um script pequeno vai como primeira linha do
<head>da landing. Ele esconde a página até a decisão chegar e só então mostra a oferta ou leva para a White Page. Não se pode instalar essa tag por gerenciadores de tags nem comasync/defer: o script rodaria mais tarde, e a página apareceria para todos antes da decisão. - Arquivo PHP no servidor. O arquivo vai na raiz do site e pede a decisão antes de o servidor entregar um único byte da página. Esse método vê a requisição antes do navegador, por isso serve também para quem quer só contabilizar, sem filtrar.
- Plugin para CMS: normalmente instala o mesmo método de servidor, só que sem trabalho manual com arquivos.
O importante é que o site continua com você: um serviço de cloaking em nuvem não hospeda páginas nem fica com o domínio; ele só responde a pergunta quem vai para onde. A escolha do método está detalhada no artigo como instalar o cloaker no site.
Passo 2. Coleta dos sinais da visita
Antes de qualquer conclusão, o cloaker coleta sobre a visita tudo o que dá para saber de forma honesta e rápida. Os sinais se dividem em alguns grupos:
| Grupo | O que se vê | Para que serve |
|---|---|---|
| Rede | Endereço IP, número da rede (ASN), provedor, tipo de endereço | Se é internet residencial, operadora móvel, hospedagem ou VPN |
| Requisição | Cabeçalhos, idioma, user-agent, referrer | Se a requisição parece de navegador ou de programa |
| Anúncio | Identificadores de clique da plataforma, UTM, marcadores sub | Se a pessoa veio mesmo do anúncio |
| GEO | País, região, cidade, fuso horário | Se o público bate com a segmentação da campanha |
| Navegador | Resultado da verificação por script | Se é um navegador real ou automatizado |
| Comportamento | Tempo na página, movimento do mouse e do dedo | Se o visitante se comporta como pessoa |
Os quatro primeiros grupos estão disponíveis na hora, numa só requisição. Os dois últimos exigem que o código de verificação rode no navegador, por isso só existem onde o filtro tem uma página: na tag JS e no arquivo de servidor com página de verificação.
Passo 3. Verificações: rede, navegador, comportamento, listas
Os sinais coletados passam por várias camadas de verificação. A ordem importa: as verificações baratas vêm primeiro, para que o lixo evidente não gaste tempo com as caras.
Rede e requisição
A camada mais rápida. Aqui se descobre de onde veio a visita: de uma rede de data center, por VPN ou proxy, sem provedor claro. Redes de servidor são a principal origem de scanners e scrapers, e a VPN muitas vezes troca o país. Como esses endereços são reconhecidos está no artigo VPN, proxy e IPs de data center.
Aqui entram também as regras da campanha: país, dispositivo, idioma, agenda de exibição. Se o anúncio é segmentado para a Alemanha, uma visita de outro país não é o seu público, seja quem for.
Navegador
O script de verificação vê se o JavaScript é executado e se há rastros de automação: navegadores controlados sem janela, propriedades trocadas, incoerências entre o sistema declarado e os recursos reais. Nesta camada são pegos os bots que fingem ser pessoas. Mais no artigo navegadores headless e fingerprint.
Comportamento
A pessoa passa pelo menos um pouco de tempo na página, mexe o mouse, toca na tela. Um bot simples abre a página e sai em uma fração de segundo. A verificação de comportamento é mais precisa, mas acrescenta espera, por isso é ligada onde há de fato muitos bots.
Listas de endereços
Em paralelo, a visita é comparada com listas: endereços já pegos em automação, a sua lista negra, a whitelist para os seus próprios testes. As listas funcionam como a memória do filtro: um bot identificado com certeza uma vez não precisa de nova verificação na próxima visita. A sua lista é fácil de alimentar direto do log de cliques, quando aparece um endereço insistente.
Passo 4. Scoring: por que uma regra só não basta
Se o cloaker barrasse por cada sinal isoladamente, perderia muitas pessoas reais. Rede de escritório sem provedor claro, alguém com VPN ligada, link aberto no navegador interno de uma rede social: cada um desses sinais aparece também em compradores normais.
Por isso as verificações são de dois tipos:
- Cortes rígidos: a visita vai para a White Page na hora; endereço na lista negra, navegador-robô evidente, programa no lugar de navegador, violação de regra de público.
- Sinais flexíveis: cada um acrescenta uma penalidade à pontuação de confiança (trust score). Um sinal fraco a visita aguenta; um conjunto de vários, não.
Quanto pesa cada sinal e onde fica o limite depende do rigor que você escolheu e da plataforma de origem. Cada fonte tem o seu normal: no tráfego do navegador interno de redes sociais o referrer costuma se perder, na publicidade nativa há muitas impressões repetidas do mesmo endereço. Um bom cloaker leva isso em conta e não pune pessoas reais pelas particularidades da plataforma.
Dica. Não procure o limite perfeito. Procure o rigor em que, no log das visitas barradas, predominam redes de servidor e automação, e não celulares comuns com internet móvel.
Passo 5. A decisão do cloaker e o motivo
Ao fim das verificações, o cloaker escolhe um de dois caminhos.
A visita passou. Agora é preciso definir para qual página mandá-la. Se a campanha tem várias ofertas, entra a distribuição: por condições (país, dispositivo, marcador) e por pesos. A exibição em si varia: carregar a página no seu endereço de anúncio, redirecionar para o endereço da oferta ou incorporar num frame.
A visita foi barrada. O visitante vê a White Page, uma página neutra que não contém a oferta. Pode ser o seu próprio site, uma página pronta ou só um código de status.
Nos dois casos, a decisão recebe um motivo: Permitido, VPN ou proxy bloqueado, País não permitido, Crawler de busca ou de plataforma, Pontuação de confiança baixa demais. É o motivo que diferencia um filtro que você controla de uma caixa-preta: por ele se vê que a regra corta bots, e não os seus compradores. Como ler os motivos e o que fazer com eles está no artigo por que o clique foi para a White Page.
Passo 6. Registro: o que acontece com o clique depois da decisão
A decisão não é o fim do caminho. Cada visita recebe o seu número de clique, e por ele dá para encontrá-la no log e ligá-la a um lead:
- O ID do clique vai no link da oferta, normalmente num parâmetro da rede de afiliados como
sub1ouaff_id. - Quando o visitante deixa um lead, a rede envia um postback, uma mensagem dizendo que houve conversão em tal clique.
- O tracker encontra o clique, registra o lead ou a venda, calcula a receita e, pelo custo do clique, o gasto, o lucro e o ROI.
Sem esse elo, o cloaker só sabe quantas pessoas deixou passar, não se elas trouxeram dinheiro. A mecânica está no artigo postback no marketing de afiliados.
No link da oferta, por exemplo, pode ficar assim:
https://track.partner.com/click?offer=55&sub1={click_id}
O cloaker troca a macro {click_id} pelo número da visita específica, e o postback volta exatamente para ela.
Para que tudo isso: o objetivo da filtragem e as regras das plataformas
Como funciona o cloaking já está claro. Para que ele serve é uma pergunta que merece resposta honesta.
O uso legítimo da filtragem é:
- não pagar por bots: autoclickers e cliques inflados comem o orçamento e estragam as estatísticas; os sinais desse tráfego estão no artigo tráfego de bots;
- barrar fraude: acessos repetidos dos mesmos endereços, tráfego de servidor, cliques maliciosos de concorrentes;
- proteger a operação das spy tools, que coletam criativos e landings dos outros para copiar (mais no artigo proteção contra spy tools);
- ter estatísticas limpas para tomar decisões: CR e EPC calculados sem bots mostram com honestidade se a oferta funciona.
Ao mesmo tempo, as plataformas de anúncios proíbem explicitamente mostrar à verificação do anúncio algo diferente do que o usuário verá, e bloqueiam contas por isso, junto com perfis e meios de pagamento ligados. Os buscadores, pela mesma coisa, rebaixam o site nos resultados; veja o artigo cloaking em SEO. O cloaker não torna permitida uma oferta proibida nem tira do anunciante a responsabilidade pelo conteúdo do anúncio. A abordagem sensata é anunciar o que a plataforma permite, seguindo as regras dela, e usar o filtro contra bots, fraude e cópia.
Como funciona o cloaking no ArtisanClo
No ArtisanClo, cada campanha é um fluxo: ofertas, White Page, regras de filtragem e contabilização. O site é conectado por tag JS ou arquivo PHP; para WordPress há um plugin que instala o mesmo método PHP; e, se o tráfego já passa pelo Keitaro ou pelo Binom, o filtro entra neles.
Depois, a visita passa pelas verificações em ordem, de cima para baixo, e vale a primeira condição que se aplicar:
| Etapa | O que é verificado | Exemplo de motivo no log |
|---|---|---|
| Estado do fluxo | O fluxo está ativo, o plano está vigente | O fluxo não está ativo |
| Memória do serviço | O endereço já foi identificado com certeza como bot na sua conta ou na de outro cliente | Endereço de bot conhecido |
| As suas listas | Lista negra e whitelist de IP, limite de cliques por endereço | Na sua lista negra |
| Automação evidente | Serviços de verificação de anúncios, programas no lugar de navegador, robôs de pré-visualização | Um programa, não um navegador |
| Público | GEO, dispositivo, sistema, navegador, idioma, provedor, agenda | Fora do horário da campanha |
| Pontuação de confiança | VPN, data center, IPv6, sem provedor, sem JavaScript e outros sinais | Pontuação de confiança baixa demais |
| Escolha da oferta | Ramos e pesos | Permitido |
O rigor é escolhido com um único seletor (Suave, Equilibrado ou Rigoroso) e se ajusta à plataforma de origem: Facebook, Google, TikTok, publicidade nativa ou outra. Cada clique no log recebe um entre dezenas de motivos, e as estatísticas mostram em que etapa as visitas foram barradas: rede e requisição, verificação do navegador ou verificação que não voltou.
Se um endereço é pego com certeza como bot na conta de um cliente, a próxima visita dele em qualquer fluxo do serviço recebe a White Page na hora. Visitantes reais com rede duvidosa, VPN ou sem JavaScript não entram nessa lista geral; nela só entram bots comprovados.
Ao lado do filtro trabalha o tracker: cliques, leads, vendas, custo, lucro e ROI, postbacks das redes de afiliados e envio de conversões de volta às plataformas de anúncios. A lista completa está na página de recursos do ArtisanClo, e os planos, na página de preços. Se você está comparando serviços, vai ajudar a análise comprar cloaker: o que observar.
Importante. A taxa de passagem para a oferta, sozinha, não é nota. No tráfego pago com identificador de clique verificado, a maior parte das visitas pode chegar à oferta, e isso é normal. Preocupe-se quando a passagem é muito baixa: é assim que costuma parecer um filtro que corta pessoas reais junto com os bots.
Resumo
- Como funciona o cloaker: intercepta a visita antes de mostrar a página, coleta sinais, verifica rede, navegador, comportamento e listas, soma as suspeitas numa pontuação de confiança e escolhe a oferta ou a White Page.
- Regras rígidas cortam o lixo evidente na hora; sinais flexíveis só valem somados, e assim o filtro não perde pessoas reais por um sinal aleatório.
- Cada decisão tem um motivo, e é pelos motivos que se ajusta o rigor.
- Depois da decisão, o clique recebe um número, pelo qual o tracker o liga ao lead e contabiliza o dinheiro.
- O valor da filtragem está em economizar orçamento, proteger a operação e ter estatísticas limpas, não em burlar as regras da plataforma.



