Como funciona o cloaking: o caminho do clique do anúncio até a oferta

O jeito mais fácil de entender como funciona o cloaking é acompanhar um único clique pelo caminho inteiro: do toque no anúncio até a página que o visitante vai ver e a linha no relatório.

Fundamentos de cloaking13 min de leitura
Como funciona o cloaking: o caminho do clique do anúncio até a oferta
Conteúdo
  1. Como funciona o cloaker: o esquema de um clique
  2. Passo 1. Conexão: onde o cloaker encontra o visitante
  3. Passo 2. Coleta dos sinais da visita
  4. Passo 3. Verificações: rede, navegador, comportamento, listas
  5. Passo 4. Scoring: por que uma regra só não basta
  6. Passo 5. A decisão do cloaker e o motivo
  7. Passo 6. Registro: o que acontece com o clique depois da decisão
  8. Para que tudo isso: o objetivo da filtragem e as regras das plataformas
  9. Como funciona o cloaking no ArtisanClo
  10. Resumo

O cloaker funciona como um posto de controle entre o anúncio e o seu site. O princípio do cloaking é este: a cada acesso pelo link do anúncio, ele coleta os sinais da visita, passa esses sinais por verificações de rede, navegador, comportamento e listas de endereços, soma os sinais suspeitos numa pontuação de confiança e decide quem vê a oferta e quem vê uma White Page neutra. Cada decisão ganha um motivo claro e vai para os relatórios.

Tudo isso leva frações de segundo, e o visitante não percebe nada. A seguir, como funciona o cloaking passo a passo, no nível dos conceitos, sem configurações para enganar verificação e sem limites secretos. Se o termo ainda é novo para você, comece pelo artigo o que é cloaker e cloaking.

Como funciona o cloaker: o esquema de um clique

O caminho da visita pelo filtro é parecido em quase todos os serviços:

  1. Clique no anúncio. A plataforma manda a pessoa pelo seu link de anúncio e normalmente acrescenta os seus parâmetros: fbclid, gclid, ttclid, parâmetros UTM.
  2. Encontro com o filtro. Na sua página ou no seu servidor há um código do cloaker que intercepta a visita antes de mostrar o conteúdo.
  3. Coleta de sinais. Endereço, rede, provedor, cabeçalhos da requisição, identificadores de clique e, na verificação pelo navegador, as propriedades do próprio navegador e o comportamento.
  4. Verificações. Regras rígidas, que barram a visita na hora, e sinais flexíveis, que só reduzem a confiança.
  5. Scoring. Os sinais suspeitos somam numa avaliação final.
  6. Decisão e motivo. Oferta (qual delas, decidem os ramos e os pesos) ou White Page, mais o código do motivo.
  7. Registro. O clique recebe um número, entra no log e nas estatísticas e, se depois chegar um lead, é ligado a ele.

A seguir, cada passo em detalhe.

Passo 1. Conexão: onde o cloaker encontra o visitante

Para o filtro decidir alguma coisa, ele precisa estar no caminho da visita. As opções são poucas, e cada uma tem as suas particularidades:

  • Tag JS na página. Um script pequeno vai como primeira linha do <head> da landing. Ele esconde a página até a decisão chegar e só então mostra a oferta ou leva para a White Page. Não se pode instalar essa tag por gerenciadores de tags nem com async/defer: o script rodaria mais tarde, e a página apareceria para todos antes da decisão.
  • Arquivo PHP no servidor. O arquivo vai na raiz do site e pede a decisão antes de o servidor entregar um único byte da página. Esse método vê a requisição antes do navegador, por isso serve também para quem quer só contabilizar, sem filtrar.
  • Plugin para CMS: normalmente instala o mesmo método de servidor, só que sem trabalho manual com arquivos.

O importante é que o site continua com você: um serviço de cloaking em nuvem não hospeda páginas nem fica com o domínio; ele só responde a pergunta quem vai para onde. A escolha do método está detalhada no artigo como instalar o cloaker no site.

Passo 2. Coleta dos sinais da visita

Antes de qualquer conclusão, o cloaker coleta sobre a visita tudo o que dá para saber de forma honesta e rápida. Os sinais se dividem em alguns grupos:

Grupo O que se vê Para que serve
Rede Endereço IP, número da rede (ASN), provedor, tipo de endereço Se é internet residencial, operadora móvel, hospedagem ou VPN
Requisição Cabeçalhos, idioma, user-agent, referrer Se a requisição parece de navegador ou de programa
Anúncio Identificadores de clique da plataforma, UTM, marcadores sub Se a pessoa veio mesmo do anúncio
GEO País, região, cidade, fuso horário Se o público bate com a segmentação da campanha
Navegador Resultado da verificação por script Se é um navegador real ou automatizado
Comportamento Tempo na página, movimento do mouse e do dedo Se o visitante se comporta como pessoa

Os quatro primeiros grupos estão disponíveis na hora, numa só requisição. Os dois últimos exigem que o código de verificação rode no navegador, por isso só existem onde o filtro tem uma página: na tag JS e no arquivo de servidor com página de verificação.

Passo 3. Verificações: rede, navegador, comportamento, listas

Os sinais coletados passam por várias camadas de verificação. A ordem importa: as verificações baratas vêm primeiro, para que o lixo evidente não gaste tempo com as caras.

Rede e requisição

A camada mais rápida. Aqui se descobre de onde veio a visita: de uma rede de data center, por VPN ou proxy, sem provedor claro. Redes de servidor são a principal origem de scanners e scrapers, e a VPN muitas vezes troca o país. Como esses endereços são reconhecidos está no artigo VPN, proxy e IPs de data center.

Aqui entram também as regras da campanha: país, dispositivo, idioma, agenda de exibição. Se o anúncio é segmentado para a Alemanha, uma visita de outro país não é o seu público, seja quem for.

O script de verificação vê se o JavaScript é executado e se há rastros de automação: navegadores controlados sem janela, propriedades trocadas, incoerências entre o sistema declarado e os recursos reais. Nesta camada são pegos os bots que fingem ser pessoas. Mais no artigo navegadores headless e fingerprint.

Comportamento

A pessoa passa pelo menos um pouco de tempo na página, mexe o mouse, toca na tela. Um bot simples abre a página e sai em uma fração de segundo. A verificação de comportamento é mais precisa, mas acrescenta espera, por isso é ligada onde há de fato muitos bots.

Listas de endereços

Em paralelo, a visita é comparada com listas: endereços já pegos em automação, a sua lista negra, a whitelist para os seus próprios testes. As listas funcionam como a memória do filtro: um bot identificado com certeza uma vez não precisa de nova verificação na próxima visita. A sua lista é fácil de alimentar direto do log de cliques, quando aparece um endereço insistente.

Passo 4. Scoring: por que uma regra só não basta

Se o cloaker barrasse por cada sinal isoladamente, perderia muitas pessoas reais. Rede de escritório sem provedor claro, alguém com VPN ligada, link aberto no navegador interno de uma rede social: cada um desses sinais aparece também em compradores normais.

Por isso as verificações são de dois tipos:

  • Cortes rígidos: a visita vai para a White Page na hora; endereço na lista negra, navegador-robô evidente, programa no lugar de navegador, violação de regra de público.
  • Sinais flexíveis: cada um acrescenta uma penalidade à pontuação de confiança (trust score). Um sinal fraco a visita aguenta; um conjunto de vários, não.

Quanto pesa cada sinal e onde fica o limite depende do rigor que você escolheu e da plataforma de origem. Cada fonte tem o seu normal: no tráfego do navegador interno de redes sociais o referrer costuma se perder, na publicidade nativa há muitas impressões repetidas do mesmo endereço. Um bom cloaker leva isso em conta e não pune pessoas reais pelas particularidades da plataforma.

Dica. Não procure o limite perfeito. Procure o rigor em que, no log das visitas barradas, predominam redes de servidor e automação, e não celulares comuns com internet móvel.

Passo 5. A decisão do cloaker e o motivo

Ao fim das verificações, o cloaker escolhe um de dois caminhos.

A visita passou. Agora é preciso definir para qual página mandá-la. Se a campanha tem várias ofertas, entra a distribuição: por condições (país, dispositivo, marcador) e por pesos. A exibição em si varia: carregar a página no seu endereço de anúncio, redirecionar para o endereço da oferta ou incorporar num frame.

A visita foi barrada. O visitante vê a White Page, uma página neutra que não contém a oferta. Pode ser o seu próprio site, uma página pronta ou só um código de status.

Nos dois casos, a decisão recebe um motivo: Permitido, VPN ou proxy bloqueado, País não permitido, Crawler de busca ou de plataforma, Pontuação de confiança baixa demais. É o motivo que diferencia um filtro que você controla de uma caixa-preta: por ele se vê que a regra corta bots, e não os seus compradores. Como ler os motivos e o que fazer com eles está no artigo por que o clique foi para a White Page.

Passo 6. Registro: o que acontece com o clique depois da decisão

A decisão não é o fim do caminho. Cada visita recebe o seu número de clique, e por ele dá para encontrá-la no log e ligá-la a um lead:

  1. O ID do clique vai no link da oferta, normalmente num parâmetro da rede de afiliados como sub1 ou aff_id.
  2. Quando o visitante deixa um lead, a rede envia um postback, uma mensagem dizendo que houve conversão em tal clique.
  3. O tracker encontra o clique, registra o lead ou a venda, calcula a receita e, pelo custo do clique, o gasto, o lucro e o ROI.

Sem esse elo, o cloaker só sabe quantas pessoas deixou passar, não se elas trouxeram dinheiro. A mecânica está no artigo postback no marketing de afiliados.

No link da oferta, por exemplo, pode ficar assim:

https://track.partner.com/click?offer=55&sub1={click_id}

O cloaker troca a macro {click_id} pelo número da visita específica, e o postback volta exatamente para ela.

Para que tudo isso: o objetivo da filtragem e as regras das plataformas

Como funciona o cloaking já está claro. Para que ele serve é uma pergunta que merece resposta honesta.

O uso legítimo da filtragem é:

  • não pagar por bots: autoclickers e cliques inflados comem o orçamento e estragam as estatísticas; os sinais desse tráfego estão no artigo tráfego de bots;
  • barrar fraude: acessos repetidos dos mesmos endereços, tráfego de servidor, cliques maliciosos de concorrentes;
  • proteger a operação das spy tools, que coletam criativos e landings dos outros para copiar (mais no artigo proteção contra spy tools);
  • ter estatísticas limpas para tomar decisões: CR e EPC calculados sem bots mostram com honestidade se a oferta funciona.

Ao mesmo tempo, as plataformas de anúncios proíbem explicitamente mostrar à verificação do anúncio algo diferente do que o usuário verá, e bloqueiam contas por isso, junto com perfis e meios de pagamento ligados. Os buscadores, pela mesma coisa, rebaixam o site nos resultados; veja o artigo cloaking em SEO. O cloaker não torna permitida uma oferta proibida nem tira do anunciante a responsabilidade pelo conteúdo do anúncio. A abordagem sensata é anunciar o que a plataforma permite, seguindo as regras dela, e usar o filtro contra bots, fraude e cópia.

Como funciona o cloaking no ArtisanClo

No ArtisanClo, cada campanha é um fluxo: ofertas, White Page, regras de filtragem e contabilização. O site é conectado por tag JS ou arquivo PHP; para WordPress há um plugin que instala o mesmo método PHP; e, se o tráfego já passa pelo Keitaro ou pelo Binom, o filtro entra neles.

Depois, a visita passa pelas verificações em ordem, de cima para baixo, e vale a primeira condição que se aplicar:

Etapa O que é verificado Exemplo de motivo no log
Estado do fluxo O fluxo está ativo, o plano está vigente O fluxo não está ativo
Memória do serviço O endereço já foi identificado com certeza como bot na sua conta ou na de outro cliente Endereço de bot conhecido
As suas listas Lista negra e whitelist de IP, limite de cliques por endereço Na sua lista negra
Automação evidente Serviços de verificação de anúncios, programas no lugar de navegador, robôs de pré-visualização Um programa, não um navegador
Público GEO, dispositivo, sistema, navegador, idioma, provedor, agenda Fora do horário da campanha
Pontuação de confiança VPN, data center, IPv6, sem provedor, sem JavaScript e outros sinais Pontuação de confiança baixa demais
Escolha da oferta Ramos e pesos Permitido

O rigor é escolhido com um único seletor (Suave, Equilibrado ou Rigoroso) e se ajusta à plataforma de origem: Facebook, Google, TikTok, publicidade nativa ou outra. Cada clique no log recebe um entre dezenas de motivos, e as estatísticas mostram em que etapa as visitas foram barradas: rede e requisição, verificação do navegador ou verificação que não voltou.

Se um endereço é pego com certeza como bot na conta de um cliente, a próxima visita dele em qualquer fluxo do serviço recebe a White Page na hora. Visitantes reais com rede duvidosa, VPN ou sem JavaScript não entram nessa lista geral; nela só entram bots comprovados.

Ao lado do filtro trabalha o tracker: cliques, leads, vendas, custo, lucro e ROI, postbacks das redes de afiliados e envio de conversões de volta às plataformas de anúncios. A lista completa está na página de recursos do ArtisanClo, e os planos, na página de preços. Se você está comparando serviços, vai ajudar a análise comprar cloaker: o que observar.

Importante. A taxa de passagem para a oferta, sozinha, não é nota. No tráfego pago com identificador de clique verificado, a maior parte das visitas pode chegar à oferta, e isso é normal. Preocupe-se quando a passagem é muito baixa: é assim que costuma parecer um filtro que corta pessoas reais junto com os bots.

Resumo

  • Como funciona o cloaker: intercepta a visita antes de mostrar a página, coleta sinais, verifica rede, navegador, comportamento e listas, soma as suspeitas numa pontuação de confiança e escolhe a oferta ou a White Page.
  • Regras rígidas cortam o lixo evidente na hora; sinais flexíveis só valem somados, e assim o filtro não perde pessoas reais por um sinal aleatório.
  • Cada decisão tem um motivo, e é pelos motivos que se ajusta o rigor.
  • Depois da decisão, o clique recebe um número, pelo qual o tracker o liga ao lead e contabiliza o dinheiro.
  • O valor da filtragem está em economizar orçamento, proteger a operação e ter estatísticas limpas, não em burlar as regras da plataforma.

Perguntas frequentes

01

Quanto tempo o cloaker leva para decidir sobre um clique?

Normalmente frações de segundo. As verificações de rede e de requisição são quase instantâneas, e a verificação do navegador acrescenta um tempo curto enquanto o script na página coleta os sinais. Se o fluxo tiver espera na página ou verificação de interação real, o atraso fica mais perceptível, por isso essas opções são ligadas de forma consciente.

02

O cloaker pode errar e barrar uma pessoa real?

Pode. Uma pessoa com VPN, navegador antigo ou de uma rede sem provedor claro acumula sinais suspeitos do mesmo jeito que um bot. Por isso é importante olhar os motivos das decisões no log e não usar um rigor maior do que a fonte exige. O sinal de alerta é quando pouquíssimos visitantes chegam à oferta.

03

O visitante percebe que está sendo verificado pelo cloaker?

Normalmente não. A pessoa real simplesmente abre a página da oferta, e a barrada, uma página neutra. Só dá para notar a verificação por uma pausa curta antes de a página aparecer, se o fluxo tiver espera ou verificação de comportamento.

04

O que acontece se o serviço de cloaking não responder?

Depende de como a conexão foi feita. No ArtisanClo, a tag esconde a página até a decisão chegar e leva para a White Page se não houver decisão; o filtro do Keitaro e o gateway do Binom mandam a visita para a White Page se o serviço não responder em alguns segundos. Assim, uma falha não abre a oferta para todo mundo.

05

Qual a diferença entre um cloaker e um antibot comum?

A mecânica das verificações é quase a mesma: rede, navegador, comportamento, listas de endereços. A diferença está no resultado. O antibot para sites normalmente só bloqueia os suspeitos, enquanto o cloaker manda cada visita para uma das páginas e registra o motivo, e ao lado dele muitas vezes há um tracker que contabiliza o dinheiro dos cliques que passaram.

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Veja o seu tráfego na prática

Conecte o ArtisanClo ao seu site, veja quem realmente chega pelos anúncios e por que cada clique recebeu a sua decisão.