Antibot para site: o que é e como funciona a proteção contra bots

Antibot é um filtro que, logo na entrada, separa uma pessoa de um programa. Veja quais tipos de antibot para site existem, do que cada um protege e por que uma landing page de anúncios não precisa do mesmo antibot que uma loja virtual.

Bots e fraude10 min de leitura
Antibot para site: o que é e como funciona a proteção contra bots
Conteúdo
  1. O que é antibot, em palavras simples
  2. Tipos de proteção antibot: do que cada um protege
  3. Como funciona um antibot: as camadas de verificação
  4. Proteção contra bots no site: casos típicos
  5. Antibot para landing page de anúncios
  6. Como isso funciona na ArtisanClo
  7. Como escolher um antibot para site: checklist rápido
  8. Resumo

A palavra "antibot" parece simples demais: dá a impressão de ser uma caixinha para marcar no painel da hospedagem. Na prática, ela esconde ferramentas muito diferentes, da proteção contra ataques de negação de serviço até o filtro que, em cada clique de anúncio, decide se do outro lado está uma pessoa ou um programa. Escolher errado custa dinheiro: ou o site fica desprotegido justamente onde dói, ou perde compradores de verdade.

A seguir: o que é um antibot para site, quais problemas ele resolve e como escolher a proteção contra bots certa para o seu caso.

O que é antibot, em palavras simples

Antibot é um sistema que, na entrada do site, diferencia um visitante real de um programa automatizado e decide o que fazer com a visita: deixar passar, atrasar, exibir uma verificação, entregar outra página ou recusar.

Vale lembrar que "bot" não é palavrão. Robôs de busca, monitoramento de disponibilidade, pré-visualização de links em mensageiros também são bots, e muitos deles o site precisa. A função do antibot não é "matar todos os robôs", e sim deixar entrar os úteis, barrar os nocivos e não atingir as pessoas.

Os bots nocivos se dividem em alguns grandes grupos:

  • De carga: inundam o servidor de requisições até ele parar de responder.
  • Scrapers e parsers: coletam preços, textos, catálogos, contatos.
  • Invasores: testam senhas, procuram formulários e painéis vulneráveis.
  • Spammers: preenchem formulários de lead, comentários, cadastros (o que fazer quando bots enviam leads falsos no site está em um artigo à parte).
  • Bots de anúncios: clicam em anúncios pagos, simulam visitas, verificam anúncios, copiam funis de outros afiliados.

Cada grupo pede uma proteção própria, e é por isso que "antibot para site" significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Como o tráfego de bots aparece nos números está detalhado no artigo sobre sinais de tráfego de bots.

Tipos de proteção antibot: do que cada um protege

Problema Como se resolve Do que não protege
Ataques de negação de serviço (DDoS) CDN, proteção de rede e da hospedagem Cliques de anúncio caros e isolados
Força bruta de senhas, spam em formulários Captcha, limite de tentativas, campos ocultos Scrapers que não enviam nada
Scraping e parsing Limite de frequência, verificação do navegador, bloqueio de redes de hospedagem Bots que chegam pelo link do anúncio
Bots de anúncios e cliques fraudulentos Filtro de tráfego na página de destino, com avaliação de cada visita Ataques de negação de serviço

Fica claro que não existe antibot universal. A proteção contra DDoS trabalha com o fluxo de requisições e pensa em volume: "dessa sub-rede veio coisa demais, vamos frear". O filtro de anúncios pensa em uma visita: "este clique específico custou dinheiro; quem fez?". São matemáticas diferentes e erros diferentes.

Antibot para tráfego pago e proteção contra DDoS: qual a diferença

A proteção contra negação de serviço responde à pergunta "o servidor aguenta?". O sucesso dela é o site no ar. Se deixar passar cem bots, tudo bem: a carga continua normal.

O antibot para tráfego pago responde à pergunta «para quem foi o dinheiro e quem viu a página». O sucesso dele é a pessoa real chegar à oferta, e o bot, o scanner ou a ferramenta spy não. Aqui, cem bots que passaram são cem cliques pagos vazios e estatísticas estragadas, com base nas quais você vai pausar campanhas que funcionam.

A diferença também vale ao contrário. A proteção contra DDoS pode se dar ao luxo de mostrar a todos, por um minuto, a tela "Aguarde, estamos verificando seu navegador": as pessoas esperam. Numa landing page de anúncios, cada segundo de espera e cada tela a mais derrubam a conversão, e o clique já foi pago.

Antibot e proteção contra scraping

Scrapers normalmente chegam direto, sem anúncio, de redes de hospedagem e nuvem, muitas vezes seguidas. Contra eles funcionam bem os limites de frequência e o bloqueio de data centers. O filtro de anúncios resolve um problema parecido, mas na entrada pelo link pago: ali o scraper se disfarça de visitante comum vindo do anúncio, e só a frequência não basta, é preciso verificar rede, navegador e comportamento.

Como funciona um antibot: as camadas de verificação

Um antibot maduro não se apoia em um único sinal. Ele empilha várias camadas, e cada uma barra um tipo de automação.

  1. Rede. De onde veio a visita: provedor residencial ou móvel, rede de hospedagem, VPN ou proxy, endereço em lista negra. Mais detalhes no artigo sobre VPN, proxy e IPs de data center.
  2. Requisição. Como são os cabeçalhos, se há idioma do navegador, se o navegador declarado se comporta como tal, se existe o parâmetro de clique do anúncio.
  3. Navegador. Se o JavaScript roda, se há rastros de automação típicos de navegadores headless, se tela, fuso horário e idioma combinam. Sobre isso, veja o material sobre navegadores headless e fingerprint do navegador.
  4. Comportamento. Como o mouse e o dedo se movem, quanto tempo o visitante ficou na página, se ele repete sempre o mesmo caminho.

Alguns sinais são inequívocos e barram na hora: um programa no lugar de um navegador, um robô verificador conhecido. Os demais somam uma pontuação de confiança: VPN sozinho não transforma ninguém em bot, mas VPN mais rede de hospedagem mais ausência de JavaScript já pesa.

Dica. Pergunte a qualquer antibot se dá para ver por que uma visita específica foi barrada. Proteção sem explicação vira caixa-preta: você não consegue distinguir trabalho útil de corte de compradores reais.

Proteção contra bots no site: casos típicos

O antibot é instalado em sites muito diferentes, e cada tipo tem suas armadilhas. Abaixo vão considerações gerais, sem entrar nas configurações de plataformas específicas: as interfaces mudam, então confira os detalhes na ajuda de cada uma.

Site em construtor de páginas

Construtores não dão acesso ao servidor, então a proteção é instalada com os recursos da própria plataforma ou por script no cabeçalho da página. O antibot em script precisa carregar primeiro, antes de exibir o conteúdo, senão a página abre para todo mundo. Em muitos construtores, inserir código próprio no head só está disponível nos planos pagos do próprio construtor; verifique isso antes de subir os anúncios.

Site em CMS com PHP (WordPress e outros)

Em sites com acesso ao servidor, há mais opções: a verificação pode acontecer antes de o servidor começar a entregar a página, e não no navegador. É mais confiável, porque um visitante sem JavaScript não vê a página nem por um instante. O grande inimigo aqui é o cache: o plugin de cache ou o cache da hospedagem entrega uma cópia salva da página e o antibot simplesmente não tem tempo de pedir a decisão. As páginas de destino dos anúncios precisam ficar fora do cache de páginas. Para WordPress, os detalhes estão no artigo sobre o plugin de cloaking para WordPress.

Site atrás do Cloudflare ou de outra CDN

A CDN cuida de ataques de carga e de scanners grosseiros, e é uma boa primeira linha. Mas lembre-se de duas coisas. Primeira: a CDN também faz cache, e se a landing estiver em cache na borda, o filtro no seu servidor não verá parte das visitas. Segunda: as regras da CDN valem para o site inteiro e não sabem qual clique veio de qual campanha. Por isso o filtro de anúncios é instalado à parte, nas páginas de destino específicas.

Loja virtual ou site de serviços sem anúncios pagos

Se o tráfego é principalmente orgânico, um antibot para anúncios quase não faz falta. Bastam proteção contra DDoS, captcha nos formulários e limites de tentativas no login. Já os robôs de busca não podem ser bloqueados: é o caminho direto para sumir dos resultados.

Antibot para landing page de anúncios

Quando você paga por cada clique, o antibot ganha três tarefas extras.

  • Preservar orçamento e estatísticas. Bots clicam nos anúncios, às vezes em massa: é a fraude de cliques. Sem barrá-los, os relatórios mentem e a otimização segue o ruído.
  • Esconder o funil dos copiadores. Ferramentas spy e scrapers percorrem os links de anúncios para copiar criativos e landing pages.
  • Não perder gente de verdade. Navegadores embutidos de redes sociais, internet móvel, endereços compartilhados das operadoras: tudo isso parece "suspeito" para um filtro grosseiro.

Daí vêm requisitos que a proteção contra DDoS não tem:

  1. Decisão por visita, e não pelo fluxo de requisições.
  2. Sem captcha nem telas extras para a pessoa.
  3. Motivo da decisão registrado no log de cada clique.
  4. Possibilidade de afrouxar uma verificação específica, se ela atingir pessoas, sem desligar tudo.
  5. Configurações separadas para fontes diferentes: tráfego de rede social, de busca e de rede de push se comportam de maneiras distintas.

O passo a passo para configurar esse filtro está no artigo sobre como filtrar bots no tráfego pago.

Como isso funciona na ArtisanClo

A ArtisanClo é um filtro de tráfego de anúncios: em cada visita pelo link do anúncio, decide em frações de segundo se o visitante vai para a página principal ou para uma página segura e neutra (White Page). O site continua com você.

  • Instalação de duas formas. Tag JS como primeira linha do head da página ou arquivo PHP no seu servidor; para WordPress há um plugin que instala o mesmo método PHP. Como escolher está no artigo sobre como instalar o filtro no site.
  • Camadas de verificação. Listas negras de IP, VPN e proxy, redes de data center, navegadores robôs, execução obrigatória de JavaScript, verificação de interação real: cada uma é ativada separadamente, e o rigor é definido pelos níveis «Suave», «Equilibrado» e «Rigoroso».
  • Pontuação de confiança. Automação evidente é barrada na hora; os outros sinais somam penalidades, e a visita só vai para a White Page se o total passar do limite.
  • Lista comum de bots. Se um serviço de verificação de anúncios ou um programa no lugar de navegador for identificado com segurança em qualquer cliente, a próxima visita dele ao seu fluxo já recebe a White Page. Visitantes reais com rede duvidosa não entram nessa lista.
  • Motivo em cada clique. No log de cliques aparecem a decisão e um entre dezenas de motivos: «VPN ou proxy bloqueado», «Um programa, não um navegador», «Cliques demais de um IP». Se houver dúvida se o filtro está cortando pessoas, o modo sombra (no arquivo PHP) mostra quem seria barrado, sem barrar ninguém.

A lista completa está na página de recursos, e os planos na página de preços; há um período de teste gratuito.

Como escolher um antibot para site: checklist rápido

  • Defina do que você está se protegendo: carga, formulários, scraping ou cliques pagos.
  • Para anúncios, verifique se existe log com o motivo de cada visita.
  • Descubra como a proteção é instalada no seu site e se o cache não a quebra.
  • Garanta que os robôs de busca do site principal não sejam bloqueados.
  • Veja se dá para ajustar o rigor conforme a fonte de tráfego.
  • Rode em parte do tráfego e compare a conversão antes e depois.

Resumo

Antibot não é um botão, é uma classe de ferramentas. A proteção contra DDoS cuida do servidor, a captcha cuida dos formulários, os limites de frequência protegem o catálogo de scrapers. Se você compra mídia, também precisa de um filtro que avalie cada clique pago, explique a decisão e não atrapalhe as pessoas. Comece pela pergunta "o que exatamente está doendo", e a escolha fica óbvia.

Perguntas frequentes

01

Antibot é a mesma coisa que captcha?

Não. Captcha é um dos métodos de verificação, em que o visitante precisa fazer alguma coisa. O antibot é mais amplo: ele analisa a rede, os cabeçalhos da requisição, o navegador e o comportamento e quase sempre decide sem que a pessoa perceba. A captcha pode ser a última etapa de um antibot, mas numa landing page de anúncios ela costuma custar caro demais em conversão.

02

Preciso de antibot se o site já está atrás de uma CDN com proteção?

Depende do objetivo. A CDN segura bem picos de requisições, ataques de negação de serviço e scanners grosseiros, mas não sabe que o clique veio de um anúncio e custou dinheiro. Se você paga pelo tráfego, precisa de um filtro que decida o destino de cada visita paga e mostre o motivo, e não só que absorva carga.

03

O antibot pode bloquear visitantes reais?

Pode, e esse é o principal risco de qualquer proteção contra bots. Os mais afetados costumam ser pessoas usando VPN, redes corporativas, celulares antigos e navegadores embutidos em apps. Por isso é importante que cada bloqueio tenha um motivo e que o rigor possa ser afrouxado de forma pontual, sem desligar toda a proteção.

04

Antibot atrapalha o SEO e a indexação do site?

Uma proteção que bloqueia robôs de busca no site inteiro prejudica a indexação. O filtro de anúncios normalmente fica só nas páginas de destino das campanhas, que já não são trabalhadas para busca orgânica, e o site principal continua aberto para os buscadores.

05

Quanto tráfego um antibot deve bloquear?

Não existe um número padrão: tudo depende da fonte. No tráfego pago com o ID de clique repassado, a maior parte das visitas pode chegar à página; em redes baratas de push e pop pode haver muitos bots. O sinal de alerta é quando quase ninguém chega à página: significa que as regras estão cortando pessoas também.

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